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ENTREVISTAS


Título:
Dídio Correia
Data da entrevista:
17-07-2025, Ponta Delgada
Projeto:
Resumo:
Dídio Luís de Viveiros Correia é natural da freguesia de São José, Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Arquipélago dos Açores. Foi criado no Patronato de São Miguel, que, desde a década de 1900, presta assistência social às famílias mais desfavorecidas dos Açores. Antes de ter sido mobilizado para a Guiné-Bissau em 1971, começou a trabalhar aos 11 anos de idade no comércio local. A sua preparação militar (recruta e especialidade) decorreu no Batalhão de Infantaria N.º 17 (BI17), instalado na Ilha Terceira, Arquipélago dos Açores. Enquanto combatente, exerceu as funções de atirador de dilagramas, tipo de granada defensiva colocada no cano da metralhadora G3, arma comummente utilizada pelas forças portuguesas. Cumpriu, na totalidade, a sua comissão de serviço, entre 1971 e 1973. Contudo, antes de ser notificado o seu regresso a Portugal, a companhia à qual pertencia foi novamente chamada para exercer funções no “mato” (teatro de guerra). Nesse contexto, foi ferido em combate. Recebeu primeiro assistência médica no Hospital Militar de Bissau. Foi evacuado para Lisboa em julho de 1973 e, consequentemente, internado no Hospital Militar Principal, anexo da Estrela, onde permaneceu até 1974. Após a sua recuperação, regressado definitivamente aos Açores, retomou as suas funções no comércio local. Relata como eram as relações entre os militares portugueses e a população local e como foi o seu longo processo de tratamento e reabilitação.
Ficha Técnica
Dídio Luís de Viveiros Correia Entrevistado
Maria Botelho (PADM) Entrevistador
PADM Editor técnico
Pagárrenda Editor técnico