Maximino Alves Martins

Maximino Alves Martins, nascido em 1943, no Arelho, recorda as idas à praia das famílias como uma festividade. Aponta para a ligação da Lagoa com diversas atividades económicas, desde a pesca e das salinas à agricultura, através da apanha do lodo para adubagem das terras. Relembra também a forma como o fechamento da Lagoa afetava os agricultores que, para fazerem face à invasão da água nos seus terrenos, se juntavam para a abrir. Tece ainda algumas considerações sobre os problemas ambientais resultantes da pressão urbanística e das águas dos esgotos. Dá conta da lenda do Covão dos Musaranhos e da sua relação com a presença de focas na lagoa, bem como de uma anedota que se conta sobre o rei D. Carlos, que gostava de caçar pela zona. Fala também da exportação dos pinheiros do Bom Sucesso para Inglaterra, face às necessidades de reconstrução de infraestruturas após a Segunda Grande Guerra.

00:00 – O nascimento em Arelho, lugar à beira da lagoa

00:26 – Os terrenos dos avós na margem do braço da barrosa, os trabalhos de campo, e a apanha de marisco na Lagoa

01:02 – A maior profundidade da Lagoa e a menor poluição

01:51 – As idas à Lagoa das famílias que se dedicavam à agricultura

02:51 – O abafado

03:12 – O embarque no Braço da Barrosa, onde deixavam as burras, e as viagens de bateiras

04:01 – Os bandos de galeirões e patos e as tainhas

04:20 – A chegada à Foz do Arelho e a apanha do berbigão, depois assado

04:51 – A vivência da praia e o vestuário – as crianças nuas e as mulheres de vestido

05:26 – O piquenique em conjunto ao almoço

05:33 – A ida ao mar depois do almoço

06:17 – A viagem de regresso

06:41 – O pai – agricultor e serrador; A mãe- agricultora e doméstica

06:53 – A ida para o ultramar em 1965 e a emigração dos pais para França no mesmo ano

07:01 – As salinas – a primeira, por pessoas vindas da Figueira da foz, no ‘cavalo-sem-rabo’; a segunda, feita por um natural do Arelho no Braço da Barrosa (tapando a ilha que aí existia); outra, mais antiga, onde a mãe trabalhou, e para a qual o avô fez o moinho, em madeira.

09:10 – A aberta e o seu fechamento – não tão problemático quando não havia poluição dos esgotos, nomeadamente através dos resíduos que das fábricas de cerâmica das caldas

10:30 – O fechamento e o problema da água nos terrenos agrícolas – os ajuntamentos de agricultores para abrirem a Lagoa, com enxadas e pás

12:38 – As jornadas do ambiente da Lagoa de Óbidos

13:00 – A condução da bateira à vara

13:48 – As profundidades da Lagoa

14:09 – Os varinos – dedicavam-se à apanha de enguia, tainhas, e outros peixes

14:59 – A apanha do Limo – para adubagem na agricultura ou venda a agricultores

16:39 – A pressão urbanística à volta da Lagoa – benefícios económicos e problemas ambientais

18:33 – A apanha de berbigão pelas famílias

19:00 – O papel do Centro Interpretativo para alertar as autoridades

19:33 – O covão dos musarenhos – a lenda e as lontras

20:39 – As caçadas do rei D. Carlos – uma anedota

22:00 – Os pinhais do Bom Sucesso – os pinheiros exportados para Inglarerra, depois da Segunda Grande Guerra