Maria Piedade Nunes

Maria Piedade nasceu em Cércio e mudou-se para a Freixiosa quando casou. O marido e o pai foram ambos contrabandistas. A primeira vez que passou a fronteira foi para receber assistência médica, por intermédio de um contrabandista espanhol. O pagamento foi feito em prestações, com o café que o pai comprava em Portugal e depois lhe entregava. Menciona a recolha de panos e trapos pelas mulheres contrabandistas da região, que depois levavam para Espanha, para venda e transformação em cobertores. Refere ainda as loiças de barro e de vidro que vinham pela fronteira de Vinhais para Zamora e que era feita por mulheres. Nunca participou diretamente nas atividades, mas toda a sua família, mais próxima e alargada, esteve envolvida em algum momento.

00:00 – Contexto familiar

01:48 – Trabalho desenvolvido pelo marido nas barragens de Bemposta e Picote

02:24 – Formação escolar

02:41 – Viagem para Zamora para assistência médica

03:15 – Passagem do rio com sistema de cordas

04:55 – Festa de casamento

06:16 – Pagamento do procedimento médico com café

06:37 – Produtos contrabandeados

07:37 – Mulheres contrabandistas

08:41 – Mercadorias transportadas (farrapos)

09:24 – Envolvimento familiar no contrabando

09:52 – Passagem do rio com sistema de cordas

10:33 – Sistema de comunicação com os colaboradores espanhóis

11:14 – Passagem das mercadorias no rio

12:22 – Apreensão das mercadorias

12:45 – Principais contrabandistas da região (Fanas)

14:56 – Produtos contrabandeados

15:22 – Tentativas de apreensão de mercadorias pela Guarda Fiscal (rusgas e ocultação)

17:42 – Familiares contrabandistas

18:00 – Impacto das barragens na passagem do rio

18:43 – Perda de mercadorias

19:10 – Relação com a Guarda Fiscal

21:11 – Acidentes no rio

22:20 – Contrabando de café

22:39 – Emigração em França (marido)

23:13 – Produção agrícola