Manuel Martins Amorim

Manuel Martins Amorim é natural de Azagães, Carregosa. Começou a trabalhar como sapateiro, em 1960, numa fábrica em São João da Madeira. Antes disso já trabalhava no ofício, independentemente, com o pai, também sapateiro.
Cumprido o serviço militar começou a trabalhar na Oliva, na secção de calibração de acessórios, na Fundição. Recorda o processo de aprendizagem do trabalho, com colegas mais velhos.
O trabalho na Oliva significou a melhoria nas condições de vida de Manuel, uma vez que o salário era superior ao de sapateiro. Não deixa, no entanto, de sublinhar a dureza do trabalho dos operários da fábrica.
Aquando da compra da Oliva pela ITT, Manuel passou para a secção do Fabrico Geral, na rebarbagem e pintura, uma vez que a sua secção foi terminada, com a alteração na produção da fábrica.
Recorda o processo de falência da Oliva, descrevendo as fases de alteração e diminuição da produção e, eventualmente, de pilhagem dos materiais da fábrica. Lamenta o destino que a empresa acabou por ter, considerando que os anos em que trabalhou na fábrica foram bons e felizes.

0:00 – Informação biográfica
0:11 – Trabalho de sapateiro
0:46 – Educação
0:54 – Irmãs
1:05 – Mãe
1:11 – Agricultura
1:20 – Trabalho de sapateiro
2:38 – Serviço militar
3:21 – Entrada na Oliva
5:35 – Trabalho na calibragem de acessórios
6:06 – Compra pela ITT e mudança de sector
6:47 – Remuneração
7:07 – Chefias
7:39 – Juntas médicas
9:03 – Mudanças na produção com a ITT
9:53 – Regalias
10:03 – Trabalhadores
11:33 – 25 de abril de 1974
12:07 – PREC e lutas laborais
13:03 – Modernização da fábrica
13:24 – Torneiras e fabricos gerais
14:07 – Secção de tubos
14:49 – Mulheres na fábrica
15:42 – PREC e lutas laborais
16:20 – Declínio da Oliva
19:09 – Declínio da qualidade
19:54 – Retrospetiva
20:48 – Colegas
21:34 – Condições de trabalho
21:58 – Mobilidade
22:18 – Acidente de trabalho