José Araújo de Oliveira

José Araújo de Oliveira começou a trabalhar muito cedo, por volta dos 8 anos, uma vez que a sua família sofria grandes dificuldades financeiras. Assim, frequentou a escola apenas até à então 2ª classe. Descreve as duras condições de habitação da família. Começou a trabalhar na mesma fábrica de calçado em que o pai também era funcionário, recordando a escassez de trabalho e as fracas condições de trabalho que eram oferecidas aos funcionários. Mais tarde, trabalhou em Oliveira de Azeméis, numa fábrica de estores, mas acabou por voltar a trabalhar no sector do calçado, na Fábrica Confiança. Recorda que só teve acesso ao seu salário quando casou com a sua mulher, operária têxtil em São João da Madeira. Em busca de melhores condições de vida e de trabalho, começou a trabalhar na Fábrica da Oliva, no sector de transporte e expedições. Aquando do encerramento da empresa, José voltou para a Fábrica Confiança, onde ficou até à reforma. Assistiu à modernização do sector industrial, com a introdução de novas máquinas, materiais e processos mecânicos.

0:00 – Trabalho infantil
0:27 – Pai
0:45 – Educação
1:39 – Irmãos
2:18 – Trabalho com o pai
3:41 – Mãe
4:18 – Educação e trabalho infantil
4:59 – Trabalho fabril
6:00 – Oliveira de Azeméis
6:54 – Casamento
7:07 – Processo de fabrico de calçado
7:37 – Calçado Confiança
7:50 – Processo de fabrico de calçado
8:08 – Pobreza
8:42 – Casamento e mulher
9:16 – Calçado Confiança e Vieira Araújo
10:30 – Fábrica da Oliva
11:50 – Volume de trabalho
12:12 – Embalagem
12:19 – Trabalho na Oliva
13:03 – Falência da Oliva e passagem para a Calçado Confiança
13:22 – Reforma
13:24 – Trabalho na Confiança
13:38 – Horários e turnos de trabalho
14:08 – Revolução de 25 de abril de 1974
15:15 – Produtividade
16:14 – Segurança no trabalho e máquinas
16:43 – Qualidade dos materiais
17:17 – Alterações na produção
18:10 – Alterações na fábrica da Confiança
19:26 – Trabalho na Vieira Araújo
20:38 – Trabalho na Oliva
21:44 – II Guerra Mundial