Graça Matos dos Santos

Graça Matos dos Santos é natural de Cucujães, Oliveira de Azeméis. O seu pai trabalhou na Chapelaria Nacional durante mais de 40 anos, no sector das formas dos chapéus. Depois da reforma, trabalhou no cinema da vila de Cucujães. Graça estudou até à então 4ª classe, começando a trabalhar logo de seguida, na fábrica da empresa Pinto Oliveira, como gaspeadeira. Recorda as duras condições de vida e de trabalho, como as deslocações entre Cucujães e São João da Madeira, feitas a pé. Apesar disso, considera que a empresa era boa empregadora e havia boa relação entre os colegas e com os patrões. Quando saiu da fábrica de calçado, trabalhou na Flexitex, empresa de têxteis. Destaca o desgaste que o barulho da fábrica provocava. Em 1976 emigrou, com o marido, para a Venezuela. Continuou a ser gaspeadeira, trabalhando, sempre na comunidade portuguesa. Só voltou para Portugal em 1980, já que as filhas, ainda pequenas, tinham ficado com os avós em Cucujães. Quando voltou, abriu um café nos Bombeiros Voluntários de São João da Madeira. Considera que a indústria de São João da Madeira é um caso exemplar no país, tendo enorme importância no desenvolvimento da região e da sua população.

0:00 – Informação biográfica
0:10 – Trabalho do pai
1:50 – Cinema de Cucujães
2:38 – Irmãos
2:51 – Trabalho fabril (gaspeadeira e serviço de mão)
3:38 – Quotidiano de trabalho e deslocações
4:04 – Pinto Oliveira
5:22 – Relação com patrões e colegas
5:38 – Instrumentos de trabalho
6:15 – Mudança para a Flexitex
6:51 – Trabalho na Flexitex
7:41 – Acidentes de trabalho
8:32 – Relação com patrões
9:17 – Fábrica da Flexitex
10:20 – Inovações
10:37 – Casamento e trabalho do marido
10:59 – Emigração
12:32 – Retorno a Portugal
13:01 – Comunicação com as filhas emigrantes
13:16 – Cafés