Francisco Silva Sousa

Francisco Silva Sousa é natural de Fornos, Castelo de Paiva. O seu pai era chefe de cantoneiros e, por isso, Francisco, desde muito novo, começou a ajudar o pai pelas estradas da região. Mais tarde, foi cesteiro.
Cumprido o serviço militar, em 1964, começou a trabalhar na Oliva, no sector da rebarbação, modelagem e, depois, na manutenção. Descreve ao pormenor o fabrico de acessórios na fundição e o fraco equipamento de proteção que os trabalhadores usavam durante as horas de trabalho.
Um dos seus irmãos também trabalhou na Oliva, como chefe de equipa na manutenção.
Recorda a Revolução de 25 de abril de 1974 e as alterações na fábrica que se seguiram.
Pertenceu à banda musical da empresa, com vários outros funcionários e recorda, também, a cooperativa de consumo e o grupo de teatro formado pelos funcionários.
Recorda o declínio financeiro da Oliva, com a diversificação da produção e as dificuldades de pagamento aos empregados. Reformou-se em 2001. Afirma ter sido muito feliz na Oliva, que descreve como uma boa empregadora.

0:00 – Informação biográfica
0:12 – Pais
0:35 – Cestaria
1:00 – Educação
1:26 – Cestaria
1:45 – Serviço Militar
4:17 – Entrada na Oliva
5:03 – Trabalho na fundição
9:48 – Equipamento de proteção
10:22 – Acidentes de trabalho
10:34 – Modernização de máquinas
12:10 – Mudanças de sector de produção
12:48 – Alterações na Oliva
14:47 – Mulheres na força de trabalho
15:17 – Alterações na Oliva
15:36 – Remuneração e horários de trabalho
16:18 – Regalias e estruturas de apoio oferecidas aos funcionários
17:18 – 25 de Abril de 1974 e alterações nas condições de trabalho
20:51 – Compra pela ITT e alterações consequentes
21:51 – Greves
22:07 – Situação financeira da Oliva
22:24 – Indústria de São João da Madeira e emprego
22:59 – Modelagem
24:02 – Educação e gabinete de desenho
28:01 – Condições de trabalho e equipamentos de proteção
28:32 – Reforma
33:33 – Indústria metalúrgica
36:42 – Retrospetiva
37:31 – Acidentes de trabalho