Fernando Dias Pinho

Fernando Dias Pinho sempre gostou de estudar e de ler, embora tenha abandonado a escola muito cedo, por ter de ajudar os pais e os irmãos. Assim, começou a trabalhar na fábrica da Fabrinca, de brinquedos, em São João da Madeira. Depois, trabalhou numa fábrica de máquinas de petróleo e na fábrica da Cormache, onde eram fabricados candeeiros. Mais tarde, em 1955, começou a trabalhar na fábrica da Oliva, onde também trabalhava o seu pai, um irmão e uma irmã. A mãe trabalhava na Cortadoria Nacional do Pêlo e a sua mulher na Chapelaria Nacional. Recorda as duras condições de trabalho, nomeadamente a inalação de gases e pós prejudiciais à saúde. Recorda os colegas da fábrica e o convívio durante as horas de trabalho. Tem memórias da onda de emigração durante as décadas de 1960 e 1970, durante as quais emigrou para França. Descreve as condições de vida na zona de São João da Madeira e os hábitos de alimentação. Considera que a indústria de São João da Madeira em geral, e a Oliva em particular, possibilitaram a modernização da área a melhoria das condições de vida da população.

0:00 – Educação
1:07 – Trabalho em casa
2:07 – Interesse por literatura
2:50 – Trabalho na Fabrinca
4:26 – Fábrica de máquinas de petróleo
4:59 – Dureza do trabalho
5:50 – Trabalho na Cormache
10:04 – Aprendizagem do ofício
10:35 – Trabalho na Oliva
11:21 – Trabalho da irmã
12:00 – Trabalho da mãe
12:21 – Trabalho do irmão
12:55 – Entrada na Oliva
14:25 – Secção de Fabricos Gerais
17:39 – Alimentação
18:44 – Trabalho na Oliva
19:31 – Casamento e trabalho da mulher
20:08 – Sindicalismo
20:56 – Importância da Oliva
21:17 – Trabalho na Oliva
21:41 – Condições de habitação
25:21 – Reparações e ferramentas na fábrica da Oliva
29:31 – Saída da Oliva e emigração (França)
31:57 – Filhos
33:31 – Comunicações
34:10 – Ida para França
36:38 – Trabalho em França
38:23 – Família e emigração
39:33 – Condições de habitação
40:56 – Regresso a Portugal
41:19 – Trabalho em Portugal
45:13 – Experiência na Oliva

Certificado de Trabalho – Grare Frères
Folheto com a letra da marcha Oliva, do maestro Belo Marques.
Letras e desenhos a azul escuro e branco.
Duas colunas.
Seis estrofes; refrão, repetido três vezes.