Elísio Pinheiro de Pinho

Elísio Pinheiro de Pinho começou a trabalhar aos 10 anos com o pai, que era sapateiro, a endireitar pregos. Ao longo dos anos foi aprendendo todas as outras tarefas do ofício.
Trabalhou independentemente e, aos 13 anos, começou a trabalhar na fábrica de calçado da Chicco, em São João da Madeira. Passou por muitas outras fábricas de calçado da cidade, entre as quais a Evereste e a Fernando Henriques, onde trabalhou até se reformar.
Manteve sempre um posto de trabalho em casa, para ter algum rendimento extra. Recorda a dureza do trabalho de sapateiro que, quase sempre, também era mal remunerado.
Considera que a Revolução de 25 de abril de 1974 foi muito positiva nesse aspeto, melhorando muito a condição dos operários.
Lamenta a redução da indústria do calçado e o facto de haver cada vez menos artesãos sapateiros.

0:00 – Informação biográfica
0:09 – Educação e trabalho de sapateiro
1:24 – Passagem do trabalho para fábricas
1:54 – Trabalho de sapateiro
3:26 – Aprendizagem
3:38 – Fábricas onde trabalhou
4:46 – Reforma
4:59 – Horas extraordinárias
5:14 – Filhas
5:23 – Etapas do processo de fabrico
6:22 – Reforma
6:46 – Trabalho independente
7:16 – Diferenças no sector do calçado
8:37 – Formação
8:52 – Zona industrial de São João da Madeira
9:37 – Experiência na fábrica Evereste
9:52 – Experiência na fábrica Moreira
11:06 – Experiência na Fernando Henriques
11:29 – 25 de Abril de 1974
12:08 – Melhoria de remunerações e do sistema de pensões
13:08 – Melhoria das condições de trabalho
15:42 – Exigência do trabalho
17:40 – Quotidiano de trabalho
18:03 – Relação com os patrões
19:37 – Relação com os colegas
20:26 – Mulher e casamento
21:20 – Relação com os colegas