António Soares dos Reis

António Soares dos Reis é natural de Oliveira de Azeméis. O seu pai era carpinteiro, produzindo, principalmente, instrumentos para a agricultura. A mãe, para além do trabalho doméstico, também ajudava na oficina de carpintaria. António frequentou a escola, tendo cumprido a então 4ª classe. Apesar das duras condições de vida, a família nunca passou fome.
Após cumprir a comissão no Serviço Militar, começou a trabalhar na fábrica da Oliva mudou-se para São João da Madeira, onde vive desde então.
Recorda o grande modernismo que caracterizava a fábrica, o que a tornava num ótimo empregador, que sempre o ajudou e incentivou a fazer várias formações técnicas. Descreve os cinco modelos de máquina de costura e controlo de qualidade de todos os bens produzidos pela fábrica.
Tem memória das várias greves e plenários levados a cabo pelo movimento sindical na sequência da Revolução de 25 de Abril de 1974, nas quais também se envolveu.
Recorda as várias estruturas de trabalhadores, como, entre outros, o Orfeão, a cooperativa de consumo ou o grupo de teatro, que possibilitavam um grande envolvimento na empresa e o relacionamento familiar entre os funcionários.

0:00 – Informação biográfica
0:28 – Trabalho do pai
1:54 – Entrada na Oliva
2:14 – Emigração
2:50 – Trabalho do pai
3:24 – Trabalho da mãe
3:47 – Família
4:17 – Educação
4:32 – Pobreza
5:11 – Serviço Militar
6:13 – Prestígio da Oliva
7:19 – Entrada na Oliva
7:40 – Trabalho de marcenaria
8:47 – Trabalhadores
9:11 – Trabalho de marcenaria
9:36 – Trabalhadores
10:11 – Aprendizagem e formação – Escola Industrial
13:18 – Controlo de qualidade
14:55 – Formação e princípios de trabalho
16:59 – Remuneração
17:49 – Processo de declínio da Oliva
18:16 – Matéria prima
19:23 – Prestígio e eficácia da Oliva
19:57 – Ferramentas de trabalho
20:45 – Mercados e propaganda
21:37 – Estruturas de apoio aos funcionários
22:25 – Rede de agentes
23:01 – Concorrência e afirmação no mercado
24:33 – Compra pela ITT e mudanças na Oliva
26:52 – 25 de abril de 1974
27:26 – Lutas laborais e sindicalismo
28:44 – Saída da Oliva
28:52 – Processo de declínio da Oliva
31:09 – Entrada de multinacionais em Portugal
32:23 – Aposta na fundição
33:39 – Ambiente de trabalho
34:09 – Novas produções
34:24 – Saída da Oliva
35:00 – Importância da Oliva
35:37 – Escola Industrial
36:15 – Importância da Oliva