António Ribeiro Costa

António Ribeiro Costa é natural de Oliveira de Azeméis mas vive em São João da Madeira desde 1962.
Começou a trabalhar na Fábrica da Oliva em 1948, com 14 anos, onde também trabalhou um dos seus irmãos. Trabalhou na Mecânica Geral, mas passou por vários sectores da empresa, terminando a carreira no sector da Feitura de Ferramentas, uma oficina de alta especialização, cujo trabalho descreve ao detalhe.
Relembra as duras condições de vida e de trabalho, das quais destaca a pobreza, espelhada na quantidade de trabalhadores descalços e no trabalho infantil. Lamenta a aquisição da Oliva pela ITT, em 1972, que levou à diversificação da produção que considera ter sido o início da decadência da empresa. Por outro lado, também vê o PREC como uma época muito complicada para a empresa, da qual esta nunca conseguiu recuperar.
Recorda as estruturas de convívio e apoio aos trabalhadores da Fábrica da Oliva, com o Orfeão, o grupo de teatro ou a cooperativa de consumo. No geral, considera que a empresa se destacava pela positiva no que diz respeito ao prestígio e às condições oferecidas aos trabalhadores, mesmo durante a Ditadura.
Descreve São João da Madeira como uma “terra de progresso”.

0:00 – Informação biográfica
0:20 – Família
0:52 – Trabalho
1:09 – Entrada na fábrica da Oliva
1:45 – Secção de tornos (máquinas de costura)
1:56 – Secção de motores
2:17 – Feitura de ferramentas
2:32 – Formação e aprendizagem
3:18 – Horário e turnos de trabalho
4:22 – Máquinas de costura
5:38 – Alterações na Oliva
5:58 – Compra pela ITT
7:20 – Mudanças na fábrica
9:17 – Revolução de 25 de abril de 1974
10:23 – Lutas laborais
11:37 – Saída da Oliva
13:00 – Mudanças na gestão de recursos humanos
13:58 – Condições laborais
15:00 – Salários
15:59 – Progressão de carreira
16:20 – Trabalho infantil
17:11 – Distribuição por género
17:51 – Instalações
19:17 – Mudanças em São João da Madeira
21:17 – Saída da Oliva e retrospetiva
22:10 – Trabalho pós-reforma
22:25 – Retrospetiva sobre a Oliva
23:00 – Atitude dos trabalhadores