Ana Costa e José Vieira Araújo

Ana Cristina Costa é natural de São João da Madeira e é casada com José Miguel Vieira Araújo, também natural de São João da Madeira e bisneto do fundador da Viarco.
O pai de Ana também era industrial, o que fez com que, desde cedo, trabalhasse e ganhasse conhecimentos sobre as dinâmicas industriais. Licenciada em Gestão, trabalhou no sector da borracha até decidir mudar de sector, começando a estagiar na Viarco, onde teve contacto com novas tarefas e áreas de trabalho.
José sempre viveu com a Viarco como uma presença constante. Formado em Marketing e Relações Públicas, estagiou na empresa da família. No entanto, enquanto estudava, trabalhou em vários armazéns, entre outros, de supermercados.
Na sequência de circunstâncias familiares que alteraram a estrutura da empresa, em 2000, José assumiu a administração da Viarco a tempo inteiro, começando por trabalhar no sentido de evitar a sua venda a um grupo internacional. Assim, abriu-se espaço para a concentração do negócio no sector dos lápis, em detrimento da produção de chapéus e sapatos, que a empresa também tinha. Primando por uma administração próxima dos acionistas, José mantém como constante prioridade a modernização da Viarco e a inovação dos seus produtos. Nessa linha, tanto José como Ana afirmam que o valor de uma empresa, no geral, e da Viarco, em particular, nunca poderá ser medido apenas pela análise dos números, mas também pelo prestígio, pela inovação e pela atratividade no panorama nacional. Durante os anos da crise de 2008/2009, a Viarco passou por dificuldades financeiras resultantes da perda do negócio das grandes superfícies, que começaram a dar preferência ao mercado chinês. Tal levou ao investimento na área do Turismo Industrial, por um lado, e ao incentivo à colaboração direta com artistas, por outro, de forma a reinventar não só o negócio, como a própria marca.
Assim, foram criados novos produtos e alargadas gamas como a ArtGraf, que permitiu a penetração em mercados onde, tradicionalmente, a Viarco não se conseguia afirmar.
Referem a importância da colaboração com diferentes entidades, como o espaço Maus Hábitos, a Vida Portuguesa, de Catarina Portas e o Centro de Artes de São João da Madeira. Além disso, mantêm uma presença muito assídua em eventos culturais nacionais e internacionais, bem como em feiras empresariais do sector.
Graças a um processo muito planeado e eficaz de reinvenção, atualmente a Viarco recebe artistas e colaboradores de todo o mundo que participam na troca de ideias essencial para a continuidade da lógica de inovação que se tem mantido. Ana e José acreditam que é essa dinâmica que realmente cria valor à marca.

0:00​ – Informação biográfica (ambos)
0:55​ – Vida laboral (Ana)
2:18​ – Contacto com a indústria e a Viarco (José)
3:37​ – Formação (José)
3:52​ – Vida laboral (José)
4:25​ – Entrada na Viarco (José)
5:44​ – Necessidades da empresa
6:58​ – Gestão
7:43​ – Necessidades de modernização e dificuldades financeiras
11:20​ – Gestão e peso da marca
13:41​ – Património
15:35​ – Contacto com artistas e design gráfico próprio
18:39​ – Possível venda da Viarco
19:53​ – Valor do produto e adaptação ao mercado
21:51​ – Reformulação da empresa
23:10​ – Publicidade
23:27​ – Sectores de vendas
24:20​ – Concorrência, crise e perda de negócio
28:15​ – Contacto com os artistas e ArtGraf
32:09​ – Feiras internacionais e afirmação da marca
35:32​ – Reformulação da empresa
40:21​ – Maus Hábitos e A Vida Portuguesa
42:54​ – Contacto com artistas e exposições
45:56​ – Reformulação e aquisição da empresa
58:48​ – Feiras internacionais e afirmação da marca
1:01:33​ – Contacto com os artistas e ArtGraf
1:07:02​ – Reformulação da empresa
1:09:25​ – Novos projetos
1:10:36​ – Atelier de artistas
1:11:29​ – Recuperação de mercados
1:12:18​ – Visão para a empresa
1:14:45​ – Modernização e certificações
1:16:56​ – Visão para a empresa
1:18:18​ – Atelier de artistas
1:22:17​ – Mercados interno e externo
1:24:36​ – Cultura da Viarco