Alberto Oliveira Tavares

Alberto Oliveira Tavares é natural de Sanfins, Santa Maria da Feira.
O seu pai trabalhou na Oliva e Alberto estudou com o apoio da empresa, que custeava o transporte e os materiais necessários aos filhos dos trabalhadores.
Alberto também trabalhou na fábrica, com o pai, na secção de fabricos gerais, entre 1970 e 1986. Desempenhou funções de apontador na secção, que produzia fogões, radiadores e equipamentos para cozinhas industriais. Foi recolocado na secção da esmaltação, um trabalho muito diferente, por ser mais físico e funcionar por turnos, e, cumprido o serviço militar, passou para a secção de bombas e ferramentas.
Formou-se na Escola Industrial de São João da Madeira, novamente com grande apoio logístico e financeiro da empresa. Mais tarde formou-se na área da contabilidade, passando a desempenhar funções no Departamento de Contabilidade da Oliva.
Considera que as condições de trabalho melhoraram muito na sequência da Revolução de 25 de Abril de 1974, apesar das convulsões laborais que se deram na empresa, que, porém, vê como um processo natural, resultante da conquista do direito à liberdade após uma ditadura.
Acompanhou as alterações que a empresa sofreu desde a aquisição pela Oliva, com o abandono progressivo da produção de máquinas de costura e o declínio financeiro que se seguiu à adesão à CEE, em 1986.
Fala dos anos em que trabalhou na Oliva, e da própria empresa, com saudades, considerando que era uma das melhores empregadoras da região, uma vez que não só oferecia uma remuneração superior à média, como punha à disposição dos funcionários uma série de benefícios, como um posto médico exclusivo, equipas de desporto e o Centro de Cultura e Recreio Oliva.

0:00 – Ligação com a Oliva
0:53 – Pais
1:03 – Regalias oferecidas aos funcionários e às famílias
1:52 – Televisão a cores
2:55 – Ligação com a Oliva
3:52 – Mobilidade e deslocações
4:02 – Tabaco
4:27 – Entrada na Oliva – Fabricos Gerais
6:10 – Passagem para a secção de esmaltação
7:20 – Serviço militar
7:28 – Secção de bombas e ferramentas
7:37 – Desporto na Oliva
8:23 – Passagem para a Contabilidade
8:41 – Formação e aprendizagem
10:49 – Remuneração
11:30 – Compra pela ITT
12:28 – Trabalho de estafeta
13:05 – Familiares na Oliva
13:17 – Importância da Oliva para o seu crescimento
14:14 – Prestígio da empresa
14:36 – Trabalho de apontador
15:29 – Trabalhadores
16:05 – Prestígio da empresa
16:35 – Formação e aprendizagem
17:41 – Secção de Contabilidade
18:51 – Importância da Oliva para o desenvolvimento da região
19:55 – 25 de Abril de 1974
20:42 – Sindicalismo
20:50 – Convulsões sociais e liberdade
21:17 – Rigor no trabalho
22:37 – Convulsões laborais
23:47 – Administração e alterações na produção
24:43 – Controlo dos trabalhadores e trabalho do apontador
25:55 – Convívio com ex-colegas
26:11 – Alterações na fábrica
26:52 – Retrospetiva e importância para a vida
28:16 – Declínio da empresa
28:30 – Saída da Oliva
30:29 – Mercados interno e externo
31:37 – Regalias e mecanismos de apoios oferecidos aos funcionários
36:32 – Distribuição dos trabalhadores por sexo
37:18 – Dureza e perigo do trabalho nos Fabricos Gerais
37:57 – Equipamentos de trabalho
38:27 – Retrospetiva
39:24 – Relação com os colegas
40:00 – Memória da entrada na Oliva
40:41 – Relação com os colegas
40:51 – Pai
41:05 – Retrospetiva