Raquel Abecassis

SINOPSE

Maria Raquel Abecassis nasceu na Avenida Fontes Pereira de Melo, onde moravam os avós, em 1931. Passou, então, a viver com os pais na Rua Viriato, tendo aos 3 anos mudado para o Campo Pequeno. No mesmo ano ingressou no Colégio das Doroteias, no Parque Eduardo VII.
Em 1954 casou-se na Igreja de São Sebastião, que sempre frequentou com a família, mudando-se para a Avenida de Roma.
Toda a família era lisboeta, tendo o seu avô sido Ministro das Colónias e Ministro das Finanças durante a 1ª República. Dessas memórias, destaca as reuniões clandestinas que aconteciam em casa deste, com figuras como Brito Camacho, Cunha Leal ou António Granjo, inclusivamente na noite em que o último foi assassinado.
Recorda a Avenida Fontes Pereira de Melo mais estreita e com grande movimento de pessoas e eléctricos, principal transporte de então, o que fazia com que o som dos pássaros fosse muito intenso, pela ausência do barulho dos carros.
Durante a adolescência, assistiu a desfiles do Estado Novo, com destaque para o desfile do 1º de Dezembro, e frequentou a Exposição do Mundo Português. Com os amigos, fazia os “assaltos de Carnaval”, seguindo para o Teatro Tivoli, para a Sociedade de Belas Artes ou para o Teatro S. Luís. Costumava, ainda, frequentar o Jardim do Matadouro, o Jardim da Casa da Moeda, o Campo Pequeno, o Jardim Zoológico, o Jardim do Campo Grande e a antiga Feira Popular.
Viveu os tempos da II Guerra Mundial e da Guerra Civil de Espanha, tendo contacto com refugiados, principalmente no Estoril.
Tendo sempre vivido nas Avenidas Novas, relembra as ceias de Natal com os perus da Avenida da República, e os pregões dos vendedores ambulantes. Considera que a forma de viver em Lisboa alterou-se ao longo dos tempos, lamentando a falta de tempo que se vive actualmente.

FICHA DE ENTREVISTA

Entrevistado: Raquel Abecassis

Entrevistador: Luísa Seixas, Inês Queiroz, Ana Alves de Sousa

Data de entrevista: 10 de fevereiro de 2017

Edição de áudio: Ana Campos

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