Miriam Halpern Pereira

SINOPSE

Miriam Halpern Pereira é professora Catedrática Emérita de História (ISCTE/IUL), com larga produção científica neste domínio. Veio viver para as Avenidas Novas aos oito anos de idade, em 1946, onde viveu até 1962 na zona ocidental-sul, assistindo ao finalizar da construção do Bairro. Voltou mais tarde, em 1999, continuando a viver no bairro, na Avenida Duque de Ávila, até aos dias de hoje. Recorda o Parque Eduardo VII sem a avenida central e que a grande maioria dos lisboetas andava a pé, o que era facilitado pelo diferente traçado das Avenidas da zona, sem as placas centrais.

Estudou nos Liceus D. Filipa de Lencastre e D. João de Castro, do qual tem boas memórias por ter um ambiente mais aberto e com uma maior variedade de alunos. Frequentava o Cinema São Jorge e o Cinema Tivoli, e mais tarde o Cinema Monumental, e recorda, entre tantas outras memórias, os Cafés das Avenidas Novas, em particular o Café Monte Branco, no Saldanha e as tertúlias intelectuais no Café Bocage. Para além dos cafés, destaca a importância das casas e das Associações de Estudantes como locais de convívio, principalmente para reuniões de discussão e crítica política, fomentando-se neles uma cultura de resistência.

Assistiu à transformação que ocorreu nas Avenidas Novas, tanto a nível urbanístico, como arquitectónico, e lembra uma cidade mais pequena, mas maior, no sentido em que os peões tinham muito mais espaço para circular do que actualmente. Recorda, também, o comércio das Avenidas, que funcionava muitas vezes com trabalho infantil, as lavadeiras e os comerciantes ambulantes. Para além disso, assistiu à construção da Cidade Universitária, cujo acesso era feito por um antigo túnel na Avenida 5 de Outubro, e da Gulbenkian, tendo, ainda, frequentado várias vezes a Feira Popular.

FICHA DE ENTREVISTA

Entrevistado: Miriam Halpern Pereira
Entrevistador: Luísa Seixas e Filipe Silva
Data da entrevista: 15 de abril de 2016
Edição de vídeo: Ana Francisca Bernardo

 

 

 

Deixar uma resposta