José Vieira

SINOPSE
José Vieira é natural de Ponte de Lima, onde viveu até aos 9 anos. Mudou-se, depois, para as Minas da Borralha, onde viveu com os pais até à idade do serviço militar
Relembra a sua infância como um período muito bonito, apesar do constante receio do serviço militar e da mobilização para a Guerra Colonial.
Aos 21 anos, foi colocado na especialidade de Morteiro, em Évora e mobilizado para a Guerra em Angola, processo que recorda com grande sofrimento. Relembra a parada militar de despedida para Angola.
Chegando a África, iniciou-se o período tenebroso de Guerra, marcado pela fome e pela falta de condições básicas. De Luanda, foi colocado no interior do país. Não teve participação directa em combates, devido à intervenção da UNITA na zona e ao contacto com os movimentos independentistas.
O 2º Comandante do seu Batalhão veio 15 dias antes da Revolução para Portugal, de forma a poder participar na mesma. Os soldados não tinham nenhuma informação até ao próprio dia, tendo recebido a notícia do fim da Ditadura com grande emoção.
Após a Revolução, o seu batalhão voltou para Luena (Luso), para escoltar os meios de transporte da zona.
Considera que o facto de o seu batalhão tratar bem as populações locais foi determinante para a ausência de ataques directos.
Na véspera do retorno a Portugal, o seu quartel foi vítima de um ataque de metralhadoras. Quando chegou a Portugal, os seus pais foram buscá-lo ao Aeroporto de Lisboa, algo que não esperava.
Voltou para Minas de Borralha, e a sua reintegração profissional foi suave, trabalhando na Guarda Nacional Republicana.
Sente grande revolta pela falta de reconhecimento dos soldados da Guerra Colonial por parte dos vários dirigentes políticos, e pela situação económica a que os Veteranos de Guerra são sujeitos. Não obstante, releva o papel de António de Spínola no processo de descolonização, que considera que foi mal conduzida.

0:00 – Informação biográfica
0:38 – Serviço militar
1:58 – R-16 e especialidade
3:00 – Mobilização para Angola
3:46 – Despedida dos pais
4:55 – Última parada militar em Évora
5:53 – Chegada a Angola
6:13 – Falta de condições
7:49 – Ida para Huambo (Nova Lisboa)
9:30 – Experiência na Guerra
10:32 – Experiência em Luena (Luso)
10:59 – Quotidiano no quartel
11:26 – Operações no mato e fome
11:41 – Camaradagem entre soldados
11:52 – 25 de Abril de 1974
14:33 – Guerra dos Movimentos de Libertação
16:36 – Quotidiano no quartel
17:11 – Flechas
17:39 – Retorno a Portugal
19:06 – Lotação da Ponte Aérea
20:22 – Embarque para Portugal
21:36 – Chegada a Lisboa
23:27 – Revolta com a indiferença para com os soldados
24:31 – Falta de acompanhamento dos soldados após a Guerra
25:34 – Retrospectiva de vida
25:42 – Reintegração profissional
26:42 – Importância de António de Spínola e descolonização
28:02 – Descolonização
28:41 – Participação em manifestações

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