Álvaro Malta

Álvaro Malta (1931-2018) teve o primeiro contacto com a música aos 6 anos, a tocar bandolim. Mais tarde, no Seminário dos Olivais, começou a estudar música sacra e canto gregoriano, onde teve o primeiro contacto com a ópera, com a obra Cecília.
Estudou canto lírico com uma professora do Conservatório de Lisboa, com alunos do coro do TNSC, que integrou mais tarde, chegando, em 1950, a participar em todos os espectáculos da temporada desse ano.

Participou como cantor solista nas temporadas de ópera a partir de 1952 e até 1989, tendo representado diversos papéis, contracenando com grandes nomes da ópera como Corelli, Gobbi, Crespin, Gorr ou Di Stefano, entre outros.

Estudou Medicina em Lisboa, tendo financiado os estudos com o seu trabalho no TNSC, exercendo a prática de obstetrícia na Maternidade Alfredo da Costa, profissão que sempre conciliou com a ópera.

Em Março de 1958 contracenou com Maria Callas no Teatro Nacional de São Carlos, na ópera La Traviatta, como “Barão Douphol”.

Foi mobilizado para a Guerra Colonial em Janeiro de 1966, tendo a partida sido adiada para Maio do mesmo ano dada a sua participação na ópera Fausto.

Ao longo da sua vida como cantor, Malta teve um importante papel na divulgação da ópera portuguesa, tendo interpretado diversas óperas como As Guerras do Alecrim e Manjerona de António José da Silva; A Serrana de Alfredo Keil; Mérope (estreia mundial) e Trilogia das Barcas de Joly Braga Santos; Canto da Ocidental Praia (estreia mundial) de António Victorino d’Almeida.

Em 1971 estreou-se como encenador com a obra Auto da Glória de Rui Coelho.

Apresentou-se em diversos palcos nacionais e internacionais, de que destaca a sua ida ao Irão, com as óperas Werther e Falstaff. Integrou ainda o Grupo Experimental de Ópera de Câmara, apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, de que releva a ópera Arlecchino.

0:00 – Primeiro contacto com a música
1:27 – Ingresso no Seminário dos Olivais
2:08 – Primeiro contacto com a ópera
2:48 – Início da formação em canto lírico
3:54 – Ingresso no coro do TNSC
9:46 – Trabalho com o mestre Rui Coelho
10:00 – Estreia na Ópera
10:12 – Ópera Salomé
13:45 – Participação no filme Primo Basílio, de António Lopes Ribeiro
15:18 – Mobilização para a Guerra Colonial
16:10 – Adiamento na mobilização por participação no Fausto
21:35 – Participação na Guerra Colonial
23:02 – Curso de Medicina
23:33 – Conciliação entre Medicina e Ópera
25:06 – Maria Callas em Lisboa
30:06 – Actuações no Irão
34:00 – Relação com o Teatro da Trindade
34:37 – Alterações nos teatros após a Revolução de 25 de Abril de 1974
38:28 – Capacidade de adaptação e improviso em palco
44:53 – Último espectáculo no TNSC
46:11 – Saída do TNSC
48:17 – Ópera O Barbeiro de Sevilha, encenada por Tito Gobbi
53:07 – Aprendizagem de teatro e representação
57:08 – Requiem pela alma dos fascistas mortos em Portugal, de Fernando Lopes Graça
1:01:00 – Grupo Experimental de Ópera de Câmara
1:04:02 – Término da carreira como cantor lírico
1:08:19 – Última ópera
1:14:44 – Óperas preferidas
1:17:08 – D. Quixote
1:17:47 – Considerações acerca do público de produções líricas

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